Dia do Homem reforça importância do autocuidado para o sexo masculino

Psicólogo Marcello Aguilera aproveita chegada da data para orientar sobre o tema

O Dia do Homem está chegando. A data, celebrada em 15 de julho em todo o Brasil, reforça a importância do autocuidado como forma de prevenir doenças do corpo e da mente no sexo masculino.

Pensando nisso, o psicólogo clínico Marcello Aguilera, aproveita a chegada do Dia do Homem para reforçar as ações que promove em busca do autocuidado como forma de garantir uma vida mais saudável e ajudar na prevenção de doenças.

Dados de organismos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) atestam o que Aguilera diz.

Segundo levantamento do IBGE, os homens vivem sete anos amenos do que as mulheres. Enquanto a expectativa de vida no sexo feminino é de 80 anos no Brasil, nos homens, a média é de 73 anos.

Outro dado alarmante, segundo a OMS é que os homens representam 76% dos suicidas em território nacional.

Desde que iniciou os atendimentos clínicos, em 2018, Aguilera percebeu que o sexo masculino tem dificuldade de se cuidarem. “Visualizei uma lacuna enorme nos homens em relação ao autocuidado.

Além disso, percebi uma resistência muito grande ao processo psicoterapêutico. Por isso, decidi focar e me especializar no trabalho com esse público, principalmente no que diz respeito às inseguranças, emoções e relacionamentos”, explica.

De acordo com o psicólogo, vários tipos de medo podem afetar os homens. Aguilera exemplifica: “O medo de ser menos homem; de ter sua masculinidade afetada; de se sentir invadido; de olhar para si; de se cuidar”.

Conforme Aguilera, o medo é uma questão bastante complexa, já que, além de paralisar, tem matado homens todos os dias.

Como forma de alertar a sociedade para a importância do autocuidado, o psicólogo tem  promovido ações para divulgar o tema, por meio de postagens esclarecedoras nas redes sociais e de divulgação na mídia tradicional.

Dia do Homem

Celebrado em 15 de julho em nosso país, o Dia do Homem foi proposto pela Ordem Nacional dos Escritores em 1992.

Desde então, a data tem despertado cada vez mais atenção e provocado debates por parte de especialistas em saúde masculina e autoridades políticas, como forma de chamar a atenção para os cuidados com o corpo e a mente.

Serviço:

Marcello Aguilera é psicólogo clínico formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização pela Universidade do Algarve (Portugal). É mestrando em Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Para saber mais sobre o trabalho de Aguilera, acesse as redes sociais:

- Instagram - @psicologo.aguilera

- Facebook - Psicólogo Aguilera

Contato: (12) 99677-3136 (WhatsApp) / e-mail: psi.marcelloaguilera@gmail.com



O poder das quatro patas: como os cães transformam a saúde e o bem-estar humano

Equipe da GoWalk faz trabalho com idosos

Dizem que o cão é o melhor amigo do homem, mas a ciência e a prática diária demonstram que essa relação vai muito além da companhia. Os animais de estimação – em especial os cães – tornam-se cada vez mais verdadeiros aliados na saúde física e mental dos seres humanos, atuando como agentes de transformação social e emocional. 

Um exemplo prático dessa relação vem da GoWalk Passeio e Adestramento de Cães, empresa sediada em Pindamonhangaba e formada por José Moutella e Isa Moutella. Além dos serviços tradicionais, a equipe desenvolve as chamadas Atividades Assistidas com Animais (AAA) no Lar Irmã Santa Terezinha, em Pinda. Nessas ações, os cães da GoWalk vão até o lar para interagir com os idosos residentes, despertando emoções positivas e proporcionando momentos de lazer e descontração. 
Para muitos dos residentes que adoram animais, mas não podem mais ter um cão, o contato preenche um vazio profundo. A reação positiva é imediata e contagiante, envolvendo não apenas os idosos, mas toda a equipe de colaboradores da instituição. 


Benefícios comprovados 
O impacto positivo dessa convivência não se restringe ao campo emocional. A ciência já comprovou que o contato com os cães traz benefícios para os seres humanos, como a redução da pressão sanguínea, a melhora da autoestima, da capacidade motora, da memória, assim como o fortalecimento do sistema imunológico. Segundo o adestrador José Moutella, o efeito calmante e antidepressivo dessa relação, o que estimula a interação social e auxilia diretamente pessoas que enfrentam a solidão, como idosos, crianças e pessoas com deficiência. 
Essa melhora global na qualidade de vida também pode reduzir a necessidade de intervenções medicamentosas. Além disso, o tutor de um cão é naturalmente estimulado a praticar atividades físicas, graças aos passeios e brincadeiras, que geram benefícios não só para a saúde dos humanos, como dos próprios pets. 

Sensibilidade e leitura corporal 
Uma dúvida comum é se os cães realmente percebem quando as pessoas estão tristes. Especialistas em cinotecnia e comportamento canino afirmam que sim. Os cães possuem uma habilidade refinada de distinguir sentimentos e estados emocionais dos seres humanos. "Essa leitura é realizada pelos animais através do tom de voz, movimentação, expressão corporal, expressão facial e a energia dos humanos", explica José Moutella. 
No entanto, o adestrador pondera que essa percepção depende diretamente do indivíduo (animal) e da conexão construída com o tutor. O simples ato de tocar um animal agradável já ativa mecanismos de bem-estar. Os cães tendem a ser parceiros e brincalhões, sabendo o momento exato de agir de acordo com o ambiente e a energia que recebem. Para que essa sintonia ocorra de forma saudável, Moutella ressalta a importância da socialização, dos exercícios e da educação canina básica, garantindo que o cão seja estável e sociável. 


Preconceito e mercado pet 
A busca por desmistificar preconceitos também move o trabalho da GoWalk. Durante a Pet Fair 2016, realizada em São José dos Campos, a equipe levou a atleta Vega, da raça American Pit Bull Terrier, para uma demonstração de adestramento e esportes radicais no stand da APPG (Associação Paulista de Pit Gameness). 

O objetivo foi provar ao público que esses doguinhhos não são agressivos quando criados de forma correta, demonstrando a forte sintonia e o treino exigidos na modalidade. O setor onde esses animais estão inseridos demonstra uma força impressionante. Na época da feira, o mercado pet se consolidava como um dos segmentos de maior crescimento no país. Dados da Abinpet apontam que o setor movimenta cerca de R$ 18 bilhões, posicionando o Brasil como o segundo país do mundo em faturamento e o terceiro em quantidade de pets. Contudo, Moutella deixa um alerta sobre o crescimento acelerado. A grande quantidade de produtos disponíveis no mercado muitas vezes não atende às reais necessidades dos animais, sendo, em alguns casos, contraindicados tanto para filhotes quanto para adultos. 


Para quem deseja ingressar e obter sucesso nesse mercado dinâmico de adestramento e comportamento, a dica é clara: amar os animais é o primeiro requisito, mas, não menos importante é investir constantemente em formação profissional, participar de seminários, consumir literatura atualizada para oferecer um serviço de real qualidade.

O que há por trás da onda de palhaços assustadores?


Desde outubro, uma onda de ataques promovidos por pessoas vestidas de palhaços tem causado pânico ao redor do mundo.

Escondidas atrás de máscaras, maquiagem carregada e narizes vermelhos, essas pessoas literalmente vêm “tocando o terror”, promovendo não só atos de vandalismo, destruindo o patrimônio público, como agredindo crianças, idosos e, até mesmo, praticando crimes mais severos.

No Brasil, as primeiras aparições de palhaços assustadores aconteceram em Curitiba (PR) e São Paulo (SP), como fotos compartilhadas nas principais redes sociais.

Mas, no último dia 8 de novembro, a situação começou a ganhar proporções mais realistas, com a prisão de um homem vestido de palhaço no terminal rodoviário da Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ).

O homem acabou sendo preso ao tentar fugir da presença de policiais militares que faziam ronda no local. Os PMs constataram que se tratava de um fugitivo da Justiça.


A prisão do criminoso é prova de que os comportamentos disseminados pelas redes sociais acabam se repetindo, tornando uma espécie de “viral” também no mundo offline, conforme explica a psicóloga e presidente da Associação de Hipnose do Estado do Rio de Janeiro (Ahierj), Marcia Mathias.


“Segundo Bandura (teórico da área de Psicologia), na infância, o ser humano aprende através de modelar, imitar o outro, só que o tempo passa, as pessoas crescem e, para chamar a atenção dos outros, copiam atitudes e comportamentos questionados pela sociedade”, justifica.

Para a especialista, esse tipo de comportamento vira uma “febre” rapidamente, nos dias de hoje, graças à viralização, por meio da internet e da televisão.

Marcia também vê nos atos de vandalismo uma forma que as pessoas encontraram de colocar a raiva para fora, usando como proteção o anonimato garantido pela fantasia.

Ainda de acordo com a psicóloga, além de as alegorias dificultarem a identificação dos infratores, eles agem sempre em grupo. “Nunca atuam sozinhos e o objetivo é mostrar poder”, opina.

Os relatos de palhaços assustadores no exterior deram conta, até mesmo, de agressões a pessoas que passavam nas ruas. Para a psicóloga, além dos danos físicos, esse tipo de ataque pode provocar graves transtornos. “Os danos psicológicos podem aparecer de imediato - que seria a ansiedade – , ou a longo prazo, com problemas como fobias e a síndrome do pânico”, orienta.

Por que os palhaços assustam?
Tradicionalmente, os palhaços são sinônimo de diversão e alegria. Mas, não é grande o número de crianças que se assustam ao vê-los.

De acordo com a psicóloga, as crianças, quando muito pequenas, têm alguns medos, não só de palhaços, como até do Papai Noel. “A psicologia vê que esse paradoxo surge da forma como a criança é apresentada a esta figura circense, que na realidade surgiu para substituir os bobos da corte, que devem trazer a alegria para as famílias”, justifica.

A estudante de jornalismo Annie Caroline Barbosa Santos, de 21 anos, tem certa repulsa por palhaços. “Para mim, a figura do palhaço nunca foi encantadora, sempre foi bastante assustadora. Lembro-me que, desde criança, eu não gostava de pessoas caracterizadas de palhaços, estando elas em festas particulares ou no centro da cidade ‘animando as vendas’”, conta.

Quando criança, Annie Caroline fugia dos palhaços porque ficava assustada com as roupas e, principalmente, com a maquiagem, a peruca e a risada deles.

O horror da futura jornalista por palhaços não parou na infância e continua até hoje. “Não consigo ficar no mesmo espaço em que está um palhaço, inclusive meu namorado já sabe disso e, quando ele observa um local em que há essa figura, já me faz trocar de calçada e ambiente”, revela.

Márcia acrescenta que esse tipo de repulsa pode ser explicada pelo contato que as pessoas tiveram com palhaços na infância. “O palhaço é a caricatura barulhenta, que deixa marcas positivas e/ou negativas da nossa infância, devido ao trauma que os pais criam, quando falam que o palhaço vai levar a criança que fizer bagunça, e outras mentiras para controlar o comportamento infantil”.

Ao falar sobre os recentes casos de palhaços assustadores em espaços públicos de várias cidades no exterior e no Brasil, a estudante diz acreditar que, em alguns casos, tratam-se de pessoas com distúrbios psicológicos.

“Infelizmente, observamos que o medo, o pânico, a desordem e feridas são alguns dos meios de prazer de algumas pessoas atualmente”, opina. Para ela, o fato de os ataques já terem acontecido em outras regiões é um grande fator para que se desperte a vontade de outras pessoas agirem da mesma forma.

“Na minha opinião, as curtidas, os compartilhamentos e os comentários 'engraçadinhos' em posts nas redes sociais só fazem com que essa vontade aumente, pois está gerando um “ibope” muito grande e é isso que muitas dessas pessoas da 'onda' de palhaços assustadores querem”, completa a estudante, que espera rigidez das autoridades para coibir esses atos de vandalismo.

A notícia dos palhaços assustadores também remete a um antigo costume do carnaval do Rio de Janeiro: os bate-bolas ou Clóvis, segundo a psicóloga.

Os bate-bolas se reuniam em grupos, vestidos de palhaços, para assustar as pessoas. “Sempre estavam encapuçados e batiam no chão bolas imensas de plástico, fazendo com que adultos e crianças, ficassem com medo, pois o som parecia ensurdecedor”, justifica.

Márcia lembra que os bate-bolas vinham de vários lados e, a exemplo dos palhaços assustadores de hoje, faziam aquilo para chamar a atenção.


Vilões disfarçados de palhaços
A exemplo do homem preso na Central do Brasil, no início do mês, muitos vilões usam o disfarce de palhaços para praticar crimes – fato bastante explorado nos cinemas.

Muitas produções de Hollywood já exploraram o lado “maligno” dos palhaços, mostrando-os como psicopatas e assaltantes. É o caso clássico do Coringa, arqui-inimigo do Batman.

Como explicar essa ligação entre palhaços e criminosos nesse tipo de filme, sob o aspecto comportamental e da psicologia? Na opinião de Márcia, o Coringa tem o aspecto comportamental caracterizado pela inteligência voltada para o mal, pela risada barulhenta e pelas charadas criadas para desvendar seus passos, testando o Batman o tempo todo.

Ao mesmo tempo, o palhaço é uma figura caricata, sempre muito maquiada, que traz a dualidade do bem e do mal, do eu gosto ou detesto, que marca a infância de todas as crianças.

No mês da criança, Barbie é destaque em Taubaté


Por Deniele Simões


Segue até o dia 16 de outubro, no Taubaté Shopping, uma exposição dedicada à boneca mais conhecida do mundo: a Barbie.

A exposição conta com mais de 70 bonecas das mais diversas linhas já lançadas no Brasil e no mundo, com muita interação.

Há modelos para todos os gostos, desde os mais tradicionais até os mais contemporâneos. Dentre os clássicos, edições da boneca inspiradas em filmes como “A Feiticeira”, “Gimmie! Gimmie! Gimmie!”, “Os Flintstones”, “Piratas do Caribe” e “Toy Story”.

A diversidade cultural também estará presente por meio das diferentes origens de cada boneca. Serão expostos modelos de países como Japão, México, Espanha e Finlândia, além de três brasileiras: uma carnavalesca e duas baianas, revendidas apenas no Brasil.

Além disso, os visitantes vão poder posar dentro de uma embalagem de Barbie gigante para que se sintam verdadeiros bonecos.

As bonecas da exposição pertencem à colecionadora Jaqueline S. R. Pedreira, que é apaixonada por bonecas e dona de uma loja de brinquedos.

Jaqueline possui 88 bonecas e coleciona bonecas desde criança, mas comprou a primeira Barbie durante uma viagem. Era a edição da Mulher Maravilha, um dos clássicos da boneca.

57 anos de história
Criada em 1959 por Ruth Handler, a Barbie chega aos seus 57 anos como a boneca de maior influência no público infantil. Atualmente, estima-se que, ao redor do mundo, uma Barbie é vendida a cada 2 segundos.


A boneca da Mattel marcou gerações e até hoje continua com muita atuação na sociedade, sendo referência em diversas obras de entretenimento.

Com informações da Communicare Assessoria





Escova progressiva exige atenção redobrada



Por Deniele Simões


Mulheres que querem manter os cabelos lisos e desejam ter menos trabalho na hora de penteá-los. Esse é o perfil das pessoas que procuram pela escova progressiva – uma forma prática de alisamento capilar e que tem se tornado cada vez mais frequente entre as meninas.

A cada dia cresce a procura de gente mais jovem para esse tipo de tratamento”, aponta o tricologista e dermatologista do Portal Minha Vida, Valcinir Bedin.
Segundo o profissional, o efeito da escova progressiva incide no cabelo em função do tipo de produto utilizado. “Eles agem no interior do fio, mudando a estrutura da queratina, deixando-a mais uniforme e, portanto, o fio mais liso”.

Mas, talvez, o que muitas pessoas não saibam é que a escova progressiva pode causar danos irreparáveis, tanto para o profissional como para a cliente, caso algumas substâncias tóxicas como o formol sejam utilizadas.

O uso do formol ou qualquer outra substância não autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no alisamento capilar é considerado crime hediondo pelo artigo 273do Código Penal. Os procedimentos ou métodos para o alisamento capilar não são registrados pela agência, apenas os produtos. Por isso é preciso ter cuidado na hora de utilizar a técnica.

O designer de cabelos Sylvio Alduino, de Campinas (SP), alerta que embora o formol esteja proibido por lei, o uso desse tipo de produto ainda é uma realidade em muitos salões pelo Brasil afora.

A legislação sanitária permite o uso de formol e de glutaraldeído em produtos cosméticos apenas na função de conservantes, com limite máximo de 0,2% e 0,1%, respectivamente.

Porém, não existe fiscalização nos salões quanto ao tipo de material utilizado. “Mas, às vezes tem até mais. A gente vê que dá irritação. Tem profissional que utiliza o formol, não usa luvas e às vezes vai perdendo até as digitais”, denuncia.

Alduino relata casos de mulheres que chegaram a desmaiar enquanto faziam escova progressiva. O profissional atribui esse tipo de ocorrência ao uso de substâncias como glutaraldeído e formol além do permitido pela Anvisa. “Na verdade, há marcas que falam que não tem formol, mas têm.. Eles mudam o nome da substância”, denuncia.

Outro fato que causa estranheza, segundo Alduino, é que vários salões anunciam com frequência escova progressiva o custo de R$ 50, ou seja, R$ 300 abaixo do valor de um tratamento convencional, com substâncias permitidas.

Cuidados especiais
Valcinir Bedin informa que a escova progressiva não causa danos, se utilizada dentro das normas estabelecidas pela Anvisa. “Agora, quando o profissional ou o produto não são adequados, pode levar até a quebra de todos os fios”, rechaça. Dentre as substâncias liberadas para uso em escova progressiva, o tricologista destaca o tioglicolato de amônia.

De acordo com o tricologista, além do uso de produtos autorizados pela Anvisa, outra recomendação importante é não fazer a escova progressiva no máximo quatro vezes ao ano.

Já Sylvio Alduino acredita que esse tipo de tratamento pode ser feito até duas vezes a cada 12 meses, devido aos danos que provoca. Dentre os problemas, ele destaca o aumento da oleosidade, com a formação de caspa seborreia e a consequente queda dos fios.

Mesmo assim, as meninas que querem fazer progressiva devem estar atentas a algumas recomendações. Uma das principais é a hidratação dos fios. “Quanto mais você hidrata, mais você prolonga a vida dessa progressiva”, ensina Sylvio Alduíno. A hidratação ajuda, inclusive, a repor a queratina e os polímeros do fio capilar, perdidos no processo de escova progressiva. Pelo fato de as substâncias utilizadas alterarem a fibra capilar, o recomendado é hidratar e cauterizar os cabelos no próprio dia da escova progressiva.


Outra dica do designer de cabelos é não tingir, fazer luzes ou qualquer outro tratamento químico após a escova progressiva. O ideal é aplicar os tratamentos no dia só, para que o processo de alisamento não perca parte do efeito e não haja a necessidade de utilizar produtos para abir a cutícula dos cabelos, que também causam enfraquecimento. 

Família feliz


Adesivo criado por designer de São Paulo vira mania no País; uso fomenta discussões sobre relações interpessoais

Recentemente escrevi essa matéria para o Jornal Santuário. Ficou bem interessante e por isso decidi postar aqui.

Ideia do designer foi valorizar a família
Quem nunca viu aqueles bonequinhos colados na traseira dos carros? São adesivos representando a configuração da família do proprietário do veículo e que se transformaram em uma verdadeira mania.
De Norte a Sul do País, grande parte dos carros que circulam pelas ruas ostenta esse adereço, chamado de “Adesivo da Família Feliz”. A coordenadora administrativa Juliana Ribeiro Galbes, de 27 anos, é uma das adeptas da nova mania.

Na companhia do marido, Juliana costumava observar os carros que traziam esses adesivos. Os dois ficavam imaginando como seria a família de cada uma dessas pessoas e resolveram colocar o deles também.“Foi como uma brincadeira e a gente acabou fazendo também”, revela.  
A justificativa da coordenadora, que afixou os adesivos há cerca de seis meses, foi a de dar uma demonstração de carinho à família, com os ícones representando um casal, uma garotinha e dois cachorrinhos.
A “febre” dos adesivos com a configuração das famílias começou a se espalhar há cerca de um ano e meio e surgiu de um ato de carinho, conforme explica o designer Germano Spadini, da Job Adesivos. “Eu já tinha os bonequinhos de um casal no carro. Aí, quando a minha esposa engravidou, a gente fez o bebê também e colocamos.”
Professor José Euclimar
A princípio, Germano criou os bonequinhos como forma de valorizar a família e não havia a ideia de comercialização do material. Por isso mesmo, o designer não imaginou que os adesivos fossem se transformar em um sucesso tão grande. “Acho até que só explodiu porque piratearam. Há uns dois anos, alguém soltou na 25 de Março (rua de forte comércio popular na Capital de São Paulo) um monte de bonequinhos desses e acabou dando certo”, justifica.

Nova valorização da família?
Ao lembrar como tudo começou, Germano afirma ficar muito feliz que a ideia tenha dado certo e caído no gosto popular. Afinal, como ele mesmo propôs ao criar os adesivos, trata-se da valorização familiar.
Na opinião de Juliana, os adesivos despertam um sentimento muito importante a respeito da família: o brio. “Você demonstra orgulho das pessoas com quem você convive. Às vezes, acaba faltando isso na sociedade, porque cada um é por si só”, salienta.
O professor do curso de mestrado em Família na Sociedade Contemporânea da Universidade Católica de Salvador (UCSal), José Euclimar Xavier de Menezes, elogia a iniciativa, mas não acredita que os adesivos sejam reflexo de uma nova valorização da família.
“Há pesquisas que revelam que na maior parte das famílias brasileiras, por exemplo, a felicidade não impera.” 
Juliana Galbes
O pesquisador atribui isso ao fato de o núcleo familiar não ser o lugar de vivência da felicidade para grande parte das pessoas. “Vários sociólogos dizem que as esposas correm mais riscos dentro de casa que fora dela, que o grau de violência contra a mulher é mais expressivo dentro do lar que fora dele. Não é constrangedor?”, questiona Menezes.
O acadêmico não considera que a valorização da família não pode decorrer da exibição de um adesivo criativo, que faz um marketing “divertido” e “interessante”. Porém, concorda que a disseminação dos bonequinhos explicita uma mensagem a ser passada. “Ao usá-los, a pessoa decide colocar uma espécie de autenticação de pertença: ‘eu, que possuo esse carro, faço parte de uma família que concebo assim...’. E a imagem personalizada apresenta, de forma direta, qual é esta concepção”, completa.
José Menezes acredita que os adesivos mostram um desejo de expressão e, por isso, não é possível afirmar se são positivos ou negativos. Fixa o adesivo no carro quem deseja e o desejo é altamente subjetivo. “Acompanho toda a polêmica entre psicólogos e gente preocupada com a segurança etc. Mas prefiro dar ênfase neste espaço à ideia de que o desejo de expressividade é absolutamente legítimo. E as formas são infinitivas, e depende da criatividade das pessoas.”
Na visão do bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e membro da Comissão Episcopal para a Vida e Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Antonio Augusto Dias Duarte, os adesivos fazem parte da comunicação entre as pessoas, já que vivemos na chamada “sociedade das imagens”.
O religioso acredita que os bonequinhos criados pelo designer Germano Spani refletem um anseio das pessoas em quererem ter uma família feliz. Entretanto, alerta para o fato de que a felicidade não deve ser o foco central. “O objetivo na vida é Deus e, quando se caminha para Deus, quando se vive uma comunhão profunda com Deus, então a felicidade aparece como um fruto dessa relação, dessa comunhão com Deus.”