segunda-feira, outubro 18, 2010

Aviso aos navegantes

A decisão é de cada uma, mas posto aqui um texto escrito por uma colega de profissão que poderá auxiliar no momento do voto.

É só colocar os dois lados na balança e depois pesar.

Se o peso for igual, existe a possibilidade de anulação do voto e, caso ela esteja com a maioria, poderá provocar a anulação do pleito.


Sonhos em pauta...
Em alguns dias nosso país escolherá o seu próximo presidente. Muitos dizem que "isso não irá mudar nada". Mas, como acreditar nisso se em cada grão de feijão que comemos diariamente está a mão do governante, da figura do presidente. Claro, ele não faz isso sozinho – estamos no presidencialismo (para mim uma boa forma de governo, há quem conteste) -, o presidente irá precisar da chamada governabilidade, Senado e Câmara.
No cenário atual temos dois candidatos: Serra (PSDB) e Dilma (PT).
Minha opinião muitos de vocês já conhecem e nem pretendo a expor mais uma vez, seria deverás desgastante. Quero apenas comentar em minhas milongas a situação em que vivemos.
De um lado temos São Paulo e sua prepotência – não falo com rancor, nasci e me criei nesse Estado, devo muito a esse chão -, e do outro temos o PT e o Nordeste – de onde também tenho raízes. Mas, por que essa divisão? Esse país rachado?
A resposta não é tão simples, são feridas mal curadas, sonhos não vividos, respostas não dadas. O Brasil é continental e suas pobrezas e misérias também, mas isso, isso meus caros, ninguém quer dividir. Todo mundo quer dividir os lucros do petróleo, as riquezas amazônicas, brigam em rede pública por isso, mas o analfabetismo e a fome ninguém quer dividir – ninguém quer ajudar -, afinal isso não lhes pertence.
Hoje a fome diminuiu - e não sou eu que digo, são os números -, mas ainda aflige muitas barrigas e a pergunta que me faço todos os dias é : Como  há pessoas que vivem sem pensar nisso ao menos uma vez por dia? Eu, talvez por minha formação ou mesmo minha personalidade, penso nisso várias vezes por dia. Diante das urnas essas  lacunas brasileiras – fome, analfabetismo, desigualdade, violência e descaso – vêm em minha mente com freqüência. As urnas irão decidir o nosso futuro , não só o meu que tenho casa própria, carro na garagem e faço no mínimo três refeições por dia, mas de todos, de uma nação de famintos de corpo, mente e espírito.
Por isso, vamos pensar. Há um amigo meu que costuma dizer que em política nós não podemos ser "emocionais". Eu, como boa corinthiana, discordo e concordo em partes. Claro, que é preciso pensar, somar, multiplicar, dividir e comparar (sem dúvida Marx, Smith,Rousseau e toda sua turma não foram em vão). Mas, acima de tudo isso, primeiro (pelo menos para mim) é preciso pensar com sentimento humanitário, sem egoísmo. É preciso votar pelo todo, não por você, por sua família e por sua região, mas por uma nação – somos um país só!
O que seria de São Paulo se não fossem os nordestinos? O que seria da economia carioca se não fosse a nossa Petrobrás? O que seria do nosso meio ambiente se não fosse a nossa região Norte resistir bravamente a grileiros e latifundiários?
Para todas essas perguntas, há somente uma resposta: Somos um só! Um único país, e precisamos votar pensando nisso.
Os termos direita e esquerda andam meio demodê, mas eles existem. Não vamos nós deixar enganar. Ambas as linhas políticas erram, e erram feio. Somos provas disso, mas cada uma fez a sua história e conseguiu as suas conquistas, agora cabe a você pensar quem de alguma forma, de alguma maneira, qual delas nós viu como cidadãos iguais – nordestinos, paulistanos, gaúchos e etc -, quem nós viu como gente, e não números. Quem escalou degraus rumo a igualdade social – que ainda está longe, mas um dia vamos chegar lá, assim espero!
Pense, pense, pense e acima de tudo sinta!
PS:  por favor, como jornalista não posso deixar de dizer isso; grandes jornais, revistas e TVs tem seus interesses próprios. Não são os donos da verdade. Muitas vezes e na maioria delas os jornalistas não escrevem o que querem, escrevem o que os donos das empresas mandam, é a verdade deles - na maioria das vezes ela não é a nossa verdade. Não estou desmerecendo o trabalho da imprensa brasileira, muito pelo contrário, faço parte dessa classe trabalhadora, mas como tal, tenho a consciência de dizer que muito precisamos evoluir para ter uma imprensa séria e no mínimo honesta.
Thaís Almeida

sexta-feira, outubro 08, 2010

Fogo!


Uma cena pitoresca chamou a atenção na tarde desta sexta-feira (8/10). Após retornar de Aparecida, caminhava pelo centro da cidade quando, de repente, avistei uma nuvem negra no céu.

Na verdade, não era bem uma nuvem, mas um amontoado de fumaça que subia, escurecendo os céus de Pindamonhangaba.

Atenta à cena atípica, peguei minha moto e resolvi  conferir de onde vinha a tal fumaça.

Rodei por cerca de dois quilômetros e cheguei ao Mombaça. Bem no finalzinho do bairro foi possível constatar o que realmente aconteceia.

Uma área particular, coberta por eucaliptos, estava pegando fogo. O local estava repleto de curiosos. Era gente da imprensa fotografando, populares registrando pequenos vídeos e imagens com seus celulares, crianças entrando na mata para tentar ver o fogo mais de perto.

Um verdadeiro perigo, na verdade. Fumaça se espalhando pelo céu, a temperatura subindo e os curiosos se amontoando cada vez mais ao redor da área em questão.

Apesar de se tratar de uma área particular, bem nos fundos do bairro, a responsabilidade da empresa que arrenda o local - que inclusive tem uma brigada de incêndio - é grande nesse tipo de situação.

Se tivesse acontecido há cerca de um mês, o fogo poderia ter tomado proporções catastróficas, em função da umidade do ar, que estava baixíssima.

Sem falar no mal que a fumaça pode causar à saúde humana. Também há cerca de um mês, quando fazia uma pauta sobre queimadas para o Jornal Santuário de Aparecida, entrevistei um médico pneumologista do Instituto do Coração, e ele me revelou que a fumaça - tanto aquela emitida por queimadas, como a resultante da poluição - traz o mesmo tipo de efeito para o organismo.

Sofrem principalmente aquelas pessoas que têm problemas como sinusite, rinite e outras doenças crônicas respiratórias.


E, nunca é demais lembrar: já tem uns dias que não chove pra valer aqui no Vale do Paraíba. Somando-se a isso, a temperatura está começando a subir e áreas de mata como aquela no final do Mombaça tornam-se mais propensas à propagação do fogo.

Tive a oportunidade de conversar com o Tenente Palumbo, responsável pelo setor de Comunicação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Na conversa, ele me explicou que, em dias secos, é possível pegar fogo praticamente do nada em áreas de mata. Basta alguém jogar uma bituca de cigarro acesa nas proximidades, ou depositar lixo contendo materiais metálicos ou vidro. Esses instrumentos servem como lupa para converter os raios solares em fogo.

Moral da hisória: com muito pouco está feita uma verdadeira bomba caseira.

Vamos, agora, aguardar a análise do Corpo de Bombeiros para descobrir o que provocou a tal queimada lá no Mombaça.

E continuemos de olho!

Imagens: Deniele Simões, com a Cybershot 2.0 MP interna do Sony Ericsson K550i 

domingo, outubro 03, 2010

É hoje


Cento e trinta e cinco milhões de brasileiros vão às urnas hoje. De fato, é o exercício da democracia; o direito de poder votar e ser votado, conquistado efetivamente após mais de 20 anos de ditadura militar.

É evidente que a democracia trouxe avanços, mas também causou inúmeros prejuízos financeiros ao Brasil, que hoje financia uma das estruturas de poder mais caras do mundo.

De olho nessa estrutura e nas oportunidades que o poder oferece, grande parte dos candidatos participa de um esquema milionário de financiamento de campanhas, cujos valores investidos deverão ser, obrigatoriamente, ressarcidos aos cofres das empresas, lobistas e das instituições que os ajudaram a eleger.

É, a democracia tem dessas coisas, mas não podemos desperdiçar a oportunidade de votar e apostar em candidatos que não estejam, necessariamente, atrelados a esse tipo de esquema.

Devemos, também, acenar para a possibilidade de cobrar mudanças estruturais, que permitam um maior controle social. A lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, é um exemplo dessas mudanças, mas o momento exige atenção para que não se criem mecanismos para anulá-la.

Apesar da conquista dessa nova legislação, que impediu a candidatura de Joaquim Roriz, lá no Centro Oeste, ainda é preciso avançar mais.


A sociedade organizada precisa cobrar uma reforma política séria, compromissada com os valores éticos e com a liberdade de cada cidadão.

Precisamos exigir a aprovação do voto distrital misto, para que a campanha e a votação dos candidatos ao legislativo seja restrita a regiões metropolitanas. Isso vai diminuir o custo das campanhas e proporcionar um controle mais eficiente por parte dos eleitores.

Outra medida urgente a se pensar é a não obrigatoriedade do voto. É óbvio que, não sendo obrigatório, os custos de campanha serão reduzidos e a corrupção tenderá a diminuir.

É isso aí... Esses são alguns princípios que devem ser levados em consideração na hora do voto e também no momento em que os candidatos estiverem eleitos.

Deixo, a seguir, algumas sugestões de leitura para reflexão.

Considerações sobre a cartilha "O Chão e o Horizonte"

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=49765

Movimento pelo fim do voto obrigatório


Crédito da imagem: Agência Brasil
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