segunda-feira, setembro 15, 2003

Receio


O site da Micareta, digo, Picareta, está fora do ar

Como esse tipo de picareta não vem com estrela na testa e nem os contratantes têm bola de cristal para saber se o contratado presta ou não presta, acabou sendo gerado um grande mal estar e, de uma maneira ou de outra, certo receio. Emissoras de rádio, tv, sites e até órgãos governamentais estavam divulgando ou apoiando o evento e seus diretores e/ou gerentes nada tiveram a ver com o ocorrido, mas sentiram um tremendo mal estar pelo ocorrido e, infelizmente, podem até ser prejudicados pelas às vezes impiedosas atitudes da opinião pública.


O site Agitadas.com.br, com razão, se isenta das críticas e temem pela credibilidade e o nome que construiu por causa dos empresários picaretas

Picaretagem


A picaretagem foi tanta que os mocinhos utilizaram uma estagiária da cidade, a quem delegaram funções de gerente. Eles utilizaram, inclusive, os documentos pessoais dela, fazendo com que ficasse responsável juridicamente pelo evento. Moral da história: a garota levou ferro, provavelmente vai ficar com o nome sujo, perdeu até o namorado e está sob tratamento de um psicólogo. Não bastasse esses picaretas terem estragado a vida da garota, eles detonaram com centenas de pessoas que trabalharam na festa e vararam a madrugada como seguranças, apoio operacional, entre outras funções. Nem o hotel que hospedou os astros escapou do calote, passando também pelos chapeiros que forneceram os lanches para os funcionários e o pessoal das bebidas.

Indignação


Acho que é essa a palavra que expressa o meu sentimento e o, principalmente, o de milhares de pessoas que foram lesadas por um grupo de empresários que trouxe para a região do Vale do Paraíba um evento denominado ?Micareta Folia do Vale?. Organizada pela ?empresa? RHL?Promoções Ltda., a Micareta teria como atrações a Banda Eva, a cantora Ivete Sangalo e o cantor Jammil, do Jammileumanoites. Seriam três dias de festa, conforme explicação dos ?empresários? Raphael Lage e Leonardo Oliveira, publicada no jornal Tribuna do Norte. ?Como nos carnavais da Bahia, todas as pessoas que quiserem acompanhar os trios nos três dias da micareta, poderão adquirir os abadás por R$ 150. Existe ainda uma outra opção para curtir o Folia do Vale, participando do evento através de um ingresso que se chama ?pipoca?, pelo custo de R$ 25, os três dias?. Além dos preços um tanto que ?salgados?, a surpresa maior é que o show do Jammil foi cancelado e os larápios cognominados empresários sumiram da cidade sede e deram o calote em mais de mil pessoas.

segunda-feira, setembro 08, 2003

The look of love


No seu olhar
Reluz, sorri e seduz
O olhar do amor
Me diz o que as palavras
Não sabem mais dizer
Meu coração balança no ritmo do seu
Eu não sei mais esperar
Me abraça e não diz nada
Depressa e devagar
Vamos terminar o que nós começamos... e assim vai...

Estou nesta de escrever desde às 20h30, presumo. Mas, por volta das 22h30, eis que o meu celular toca. Era Menininho. Pelo que conheço dele, já havia tentado no fixo, mas, como eu estava na net, acabou ligando para o móvel. Lindinho. Ligou para agradecer pelo "presentinho" que remeti a ele hoje à tarde. Tá certo que eu fiz o tal "cassoulet" por que estava a fim de comer algo forte e também para agradar a família num dia de feriado municipal. Mas, se ele me ligou agradecendo e elogiando, é claro que esse é o melhor da história. Aí começo a ouvir a Paula Lima, aquela sonzeira soul, agradável, totalmente nonsense e com letras que me parecem tão autobiográficas, que começo a viajar. Acho melhor parar...

Maybees

Eis que o som que mais tenho ouvido é o da extinta banda Maybees (algo como as abelhas de maio, em inglês). Aliás, este blog tem até um link para o site dela, que você pode acessar à esquerda. Mas, não estou muito a fim de falar do site, mas da banda em si. Maybees é daquelas bandas independentes, bem underground, mas que apesar da dissonância, tem melodia e delicadeza. Os vocais de Vanessa Krongold se casam perfeitamente com as guitarras precisas e dedilhadas de Mauro Motoki, com letras em inglês. Fiquei sabendo que, apesar do fim, ainda há uma luz no túnel: os componentes da banda se lançaram numa nova empreitada. A nova banda chama-se Lodov e canta em português. Por isso, ainda espero ter o privilégio de curtir um show deles qualquer dia desses.

Cassoulet


Não vou dizer que eu seja uma expert na cozinha, mas tenho certa intimidade com o setor. E esse foi um daqueles finais de semana em que fiquei com vontade de reinar na cozinha e fazer algo diferente. Hoje é feriado e, no dia anterior (também feriado), resolvi comprar os pertences para fazer um "cassoulet", a chamada feijoada branca. Modéstia à parte, o prato ficou delicioso e aqui em casa comemos acompanhado de um bom vinho alemão - o que combinou perfeitamente. Também, pudera. Andei pesquisando e o cassoulet é um prato derivado da culinária francesa. Com vinho alemão, uma couvezinha e uma pimentinha "severa" fica uma delícia. Pode até não combinar,mas que é um tesão,não tenham dúvidas.

Sempre assim


Sábado foi um daqueles dias em que, mais uma vez, achei que não estivesse a fim de sair. Sabe, quando você já está meio "sacuda" por fazer programas absurdamente baratos, porque o seu parceiro está numa pior e é infinitamente orgulhoso para, de repente, rachar a conta, ou deixar que você pague? Resolvi ir para um barzinho legal, com gente bonita, som ambiente, onde eu já havia estado há cerca de dois anos. Para minha surpresa, o atendimento no local estava péssimo e Menininho começou a "pagar pau" dos garçons, do gerente e de todos os atendentes que apareciam pela frente. Apesar de concordar que o atendimento estaa péssimo, que as doses de vodka eram pessimamente servidas, fiquei um tanto sem jeito. Ainda bem que fomos embora... Então acabamos indo para um local mais simples, onde havia um grande movimento. Eu, que estava achando que a noite não iria render nada, acabei curtindo. Rolou até uma brincadeira meio apimentada; troquei olhares com um cara, falei para o Menininho que o tal cara era uma delícia (e realmente era), que eu podia até admirar muitos caras, mas que a nossa química era imbatível. E foi assim... E tem sido sempre assim...

Projeto Arara


Ontem quase tomei um susto ao ver, no quadro Retrato Falado , no programa Fantástico, a Eliana Peixoto, da Cooper R3, uma cooperativa de reciclagem que funciona há dois anos em Pindamonhangaba, no bairro do Araretama e também conhecida como Projeto Arara. Cheguei a visitar a sede da cooperativa umas duas vezes, a trabalho, e me surpreendi com o trabalho realizado. Eles literalmente conseguem transformar lixo em luxo. E, como diz a própria Eliana: "não é lixo, é material reciclável". É com atitudes como estas que consigo ter entusiasmo para acreditar num mundo melhor, sem ganância, sem distorções e onde um tenha disposição para ajudar o outro, sempre pensando em somar, e não em subratir.

sexta-feira, setembro 05, 2003

Em tempo

Confesso que me ausentei por estar preocupada com o layout desse blog. Passei praticamente uma semana inteira indo dormir absurdamente tarde por estar fuçando algumas informações sobre html. O tesão pelo assunto era tão grande que superou a vontade de escrever por aqui. Afinal, por força do hábito, ou melhor, por ossos do ofício, já sou obrigada a escrever tantos textos que nem liguei para isso. Acredito que o layout não mudou muito, mas aprendi alguns conceitos que consegui colocar em prática. Em tempo: hoje o blog tem links, um cursor diferente e, me breve, vou colocar uma barra de rolagem totalmente colorida.

quinta-feira, setembro 04, 2003

Choque


Domingo é um dia em que quase não saio de casa. Costumo ficar no conforto de minha residência, navegando na Internet, tomando um banho de sol, quando está calor, ou simplesmente dando uma descansada. Às vezes, quando tenho algo excepcional a fazer, saio de casa. No último domingo, dia 31, participei de um bingo beneficente e, antes de chegar ao local, aproveitei para almoçar em um restaurante. De lá, fui até o caixa eletrônico para pegar uns trocados e me deparei com uma cena chocante: um andarilho se alimentava com os restos deixados em uma lixeira. Ele pegava os restos de alimento com tanto gosto que não cheguei a acreditar no que estava vendo. De lá ele retirou m espeto contendo resquícios de frango, um saco com sobras de pão e, se bem me recordo, um pouco do que sobrou de um frasco de iogurte. Parei para pensar o quão insiginificantes são os nossos reclames diante das dificuldades que encontramos; para pensar sobre como a fome tem assolado esse país abundante de recursos humanos e naturais, mas com um povo tão carente de oportunidades e incentivos.
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