segunda-feira, agosto 25, 2003

Derretendo Satélites


(Herbert Vianna/ Paula Toller)

Abro com as mãos, te deixo olhar
Te levo pra dentro devagar
Sempre venho aqui nesse lugar
Tomar xerez da tua boca (...)
Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo senso
Derretendo satélites
Falando tudo
Voando a noite
Ouvindo estrelas
Derretendo satélites (...)
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem...

Esses versos lembram algo do tipo incontrolável. Sensações e sentimentos que, pelo meu pouco de tempo aqui nesse planeta, acontecem com a mesma freqüência da passagem de um cometa Halley, por exemplo. Ouvir 20 vezes a mesma música, em clima de romantismo e sem enjoar, não é para qualquer um. Menininho que o diga...

quarta-feira, agosto 20, 2003

Luar (D.S.)

É tão difícil te ver
É tão difícil sentir-te
Que eu já não te procuro
Pois não vou te encontrar
Por mais que eu queira te ver
Por mais que tu queiras aparecer
Te escondes entre as núvens púrpuras ... e assim vai.

Esse é um trecho de uma poesia de minha autoria (que eu até já musiquei), que fala sobre o luar; sobre a luz da lua, que está cada vez mais rara de ser encontrada de maneira límpida e clara. Estão matando os rios, estão destruindo nossas matas, poluindo os céus com resíduos das indústrias, assassinando os animais, entre outras atrocidades. A conseqüência disso tudo, lógico, é que nós, seres humanos, acabamos sendo privados de momentos agradáveis, como desfrutar da luz da lua, por exemplo. Mas os problemas causados pela destruição não param por aí. Estamos em pleno inverno e há dias em que o calor é quase torrencial. Nossos amigos europeus, em contrapartida, estão sofrendo com as altas temperaturas porque, cada vez mais, elas são comparadas ao fogo do inferno. A camada de ozônio está se acabando e não se sabe qual será o nosso futuro. Se eu conseguisse (ou mesmo, se fosse possível), colocaria a música Luar para a galera baixar e refletir um pouco mais sobre o assunto

The Jam

Estava ouvindo Going Underground. Uma música um tanto quanto antiga,que não chegou a marcar a minha geração, mas que me chama a atenção justamente pela sonoridade ultramelódica, que acabou marcando a geração dos caras que marcaram a minha. Andei tentando pesquisar a letra, mas é incrivelmente difícil achar. Andei lendo sobre a banda, o The Jam, para realmente conhecer a história. Antes disso, de tanto ouvir falar sobre a "punkialidade" dos caras, achei que andaram dividindo palco com os Ramones, Devo, Blondie e outras bandas da época. Mas não. Quando li fiquei sabendo que os caras tocaram mesmo foi com o The Who e The Kinks, bandas que eu até conheço, mas não imaginava ter uma sonoridade tão próxima à do Jam. Se eu tivesse mais tempo, iria começar a baixar umas musiquinhas do Who, para conhecê-los mais a fundo. Enquanto não descolo, vou curtindo o sonzinho maneiro do Jam (que tanto inspirou o Ira!, minha banda nacional favorita), em volume máximo do CD do carro, nas idas e voltas para trinômio casa-trabalho-academia.
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