quarta-feira, setembro 29, 2010

Quem pode mais?


ou


Boas imagens valem mais do que mil palavras e as propagandas dos dois candidatos de Pindamonhangaba à Assembleia Legislativa expressam a disputa em questão, além do cargo de parlamentar, é claro. 

O curioso é que ambos os candidatos contam com o apoio de Geraldo Alckmin. 

Isso pode?

Créditos das imagens: Site dos dois candidatos

sexta-feira, setembro 24, 2010

Debate da CNBB: oportunidade de discutir ideias

O debate de cunho católico realizado na noite desta quinta-feira (23), na sede da Universidade Católica de Brasília (UCB), foi mais uma oportunidade para os candidatos à presidência da República mostrarem suas ideias.

O encontro foi uma promoção da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Universidade Católica de Brasília (UCB), Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC) e Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), com apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil .

Ao contrário do debate realizado pelas tevês de inspiração católica em agosto, marcado pela ausência da petista Dilma Rousseff, no encontro de ontem todos os candidatos compareceram: Dilma, José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

O encontro na UCB trouxe à tona discussões sobre temas de extrema importância, como a exploração do petróleo na camada de pré-sal, políticas para a criação de uma cultua de paz, educação, reforma tributária e o papel do Estado no programa de governo.

Se o encontro de ontem ganhou pontos por possibilitar um aprofundamento na discussão de temas de interesse social, pecou por problemas de organização e de estrutura. O áudio estava ruim, os candidatos chegaram atrasados e o mediador cometeu alguns erros e até uma pequena gafe, quando chamou o intervalo antes de dar a palavra ao candidato Plínio.

A seguir, faço algumas considerações acerca da participação dos quatro candidatos:


Dilma Roussef - Demonstrou certo nervosismo. Apoiou-se o tempo todo nos feitos do governo Lula, batendo principalmente na tecla da inclusão social. De fato, o atual governo conseguiu retirar 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e elevar outros 36 milhões para a classe média. Dilma defendeu a continuidade e a ampliação de programas sociais.
Declarou-se contrária ao aborto - mesmo após ter afirmado, no passado, que era favorável à prática. Nesse aspecto, fez o discurso da conveniência. Assessoria é tudo nessas horas e ter apoio integral do católico Gilmar Mendes ajuda muito.


José Serra -  Falou em valores e princípios cristãos, atrelando essas questões à conduta na vida pública e na vida privada. Elencou como prioridades as áreas de segurança pública, saúde e educação. “O Brasil pode avançar muito em relação a todas elas”. Para isso, defendeu o fortalecimento da economia como pano de fundo. Ao dizer o que pensava sobre a exploração de petróleo na camada do pré-sal, confessou que teme uma catástrofe ambiental, a exemplo do que ocorreu recentemente no golfo do México. O candidato acredita que os resultados do pré-sal só aparecerão no final da década que vem e recomendou cautela quanto à exploração de petróleo no país.




Marina Silva - Pareceu bastante à vontade no debate. O mesmo ocorreu com a plateia a favor dela, que foi a que mais se manifestou. Mostrou uma postura de independência em relação aos outros candidatos. Deixou claro que sua plataforma de governo foi protocolada muito antes do início da disputa eleitoral e está baseada em sete diretrizes. Elencou a educação como principal fator de geração de igualdade e oportunidades. Também falou em proteção social, princípio que deve compreender ações nas áreas de saúde e programas de cunho social, como o bolsa família, mas sem assistencialismos. A candidata também defendeu a execução de uma reforma tributária pra valer - ao contrário do que aconteceu nos últimos 16 anos.


Plínio - Mais uma vez cumpriu o papel de entreter a plateia e arrancar boas risadas dos telespectadores. “Eu provoco risos para denunciar essa sociedade injusta", bradou. Por ter um discurso ainda centrado na década de 1970, o candidato fala muito em estatização e não perdoou nem a UCB, ao mencionar que a instituição seria desapropriada em seu governo. Defendeu o fortalecimento das área de saúde e educação. Com relação à violência, atribuiu as causas à elite e à polícia repressora, fruto "da ditadura militar". “A elite brasileira faz e sustenta a desigualdade. Não basta crescimento da economia, mas distribuição de renda", bradou, nos minutos finais de sua participação no encontro.

Créditos das imagens: Reprodução da TV

sábado, setembro 18, 2010

Os crimes cometidos pela imprensa

Nunca é demais lembrar que errar é humano.
Porém, criar erros em detrimento de vidas é estupidez; arrogância; maniqueísmo.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Decadência


Premiação do VMB (Video Music Brasil) - ofertada pela MTV Brasil - , como não poderia deixar de ser, tem decaído a cada ano.

O tal do Restart levou pelo menos cinco prêmios. E, então, fica a pergunta?

A que esses caras vieram?

São desengonçados, têm postura dúbia e, o pior de tudo, não tocam nada.

Oh, bandinha ruim... A exemplo de outras que começaram a surgir há pelo menos cinco anos e cujos fãs se intitulam emo.

Aliás, os tais de emo, a exemplo de EVO 84, NX Zero, Fresno e Cine, não chegam a ser tão ruins quanto o Restart - que não sei se dá pra chamar de rock.

A verdade é que a qualidade do rock nacional vem caindo a cada dia.

Se antes criticavam os sertanejos pelas letras de "dor de corno", "chifre" e coisas afins, o Restart e esses emos conseguem ser muito piores, colocando-se no fundo do poço, quando o assunto é relacionamento afetivo.

Aliás, esse é o único tema que permeia o repertório desses caras.

Na verdade, eles são incapazes de escrever uma letra com críticas sociais ou que vislumbrem assuntos fora da normalidade.

Se na época em que surgiu o Charlie Brown Jr., lá para o final da década de 1990, apareceram certas críticas e muitos clamavam pelo aparecimento de um novo astro para preencher a lacuna deixad a por Renato Russo, hoje seguramente posso dizer que Chorão e sua turma evoluíram imensamente, sob o ponto de vista das letras que escrevem - já que, musicalmente e instrumentalmente falando, os caras sempre foram bons.

Embora o Charlie Brown trate de temas que nem sempre são agradáveis, seguramente posso dizer que são infinitamente melhores do que qualquer bandinha que surgiu de 10 anos pra cá.

Se comparados a essas bandinhas de m*, os caras são reis, na verdade!

Mas, se comparados a Mutantes, Novos Baianos, O Terço e tantos outros rompantes de criatividade que se anunciaram entre as décadas de 1960, 70 e 80, podem ser considerados abaixo da média.

Se eu tivesse nascido lá pelos anos 60, teria visto e ouvido muita coisa boa, ao vivo e a cores!

É... Infelizmente, a decadência se anucia e pronuncia-se a cada ano que passa...

Crédito da imagem: MTV Brasil

quinta-feira, setembro 16, 2010

Descontrole

O nível dos candidatos fica nitidamente pior, a cada eleição neste Brasil.
Despreparo e descontrole emocional são ingredientes frequentes, principalmente quando o assunto em voga é pesquisa eleitoral - e sabe-se lá a eficácia e a veracidade desse tipo de levantamento.
Dessa vez foi o tucano José Serra quem perdeu a paciência e descontou sua ira na pobre da apresentadora Márcia Peltier.
Pra fazer esse tipo de coisa, melhor nem participar.
O pior prejudicado acaba sendo ele mesmo.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Democracia, voto de cabresto e outras divagações

O figura do vídeo é uma espécie de mistura de John Scatman e um desses gauchões que rodam o país apresentando música regional. Não sei quem é, nem de onde veio.
No Youtube, intutula-se como Zoroastro e os vídeos que produz fazem algumas reflexões profundas acerca do nosso Brasil.
Ele questiona a democracia, o voto de cabresto e a classe política que se perpetuou nas mais diversas esferas de poder.
Vale a pena pelo protesto!

quinta-feira, setembro 09, 2010

O retorno do voto de cabresto?


Estava aqui relembando dos tempos em que as pessoas votavam em cédulas. Tempos remotos esses.

Aliás, um sistema que utilizei apenas uma vez, quando participei da minha primeira eleição, com 16 anos de idade.

O sistema de voto através de cédulas manuais era bastante duvidoso, pois levantava suspeitas, principalmente no que diz respeito a fraudes eleitorais e ao chamado voto de cabresto.

Para quem não se recorda ou nunca ouviu falar, a expressão designava nada mais nada menos do que aquele tipo de sujeito que vendia seu voto por camisetas, cestas básicas ou qualquer outro tipo de agrado. Só que, no dia da eleição, o político achacador tinha regalias e, portanto, conseguia saber se o "carinha" realmente havia cumprido com seu voto.

Recordo-me que, em 1996, quando a urna eletrônica começou a ser utilizada, inúmeras discussões surgiram acerca da possibilidade ou não de violação do sistema. Muitos achavam, inclusive, que a nova forma de votar estava suscetível a fraudes, que poderiam ou não ser criadas por aqueles que estavam no controle da situação.

Quase 14 anos se passaram e o sistema de voto eletrônico passou a vigorar em todo o território nacional, inegavelmente trazendo avanços como a redução no tempo do voto, a diminuição no número de filas e, sobretudo, mais agilidade na apuração dos resultados.

Agora, técnicos ligados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão testar mudanças nas urnas eletrônicas, proporcionando que o eleitor seja identificado por meio de suas impressões digitais no momento do voto.

A alegação do TSE é que o novo sistema impedirá fraudes de eleitores que tentam se passar por outras pessoas no momento do voto.

Ora, se o atual sistema - que já chegou a ser criticado e pode, sim, ser violado, caso os mandantes do jogo tenham interesse (mas isso será assunto para um outro post) - teoricamente não permite fraudes dessa natureza, para que implantar a tal da biometria?

Imagem: TRE

terça-feira, setembro 07, 2010

Gritando por direitos


As pastorais sociais da Igreja Católica inventaram um jeito diferente de protestar. O Grito dos Excluídos - manifestação que se contrapõem às comemorações oficiais do sete de setembro - dá um colorido diferente às ruas, praças e avenidas dos grandes centros urbanos em praticamente todos os estados do País.

Segundo um dos membros da Coordenação Nacional, Ari Alberti, o movimento nasceu em 1995, motivado pela Campanha da Fraternidade daquele ano, que retratava o drama dos excluídos.

Entrevistei Alberti por telefone e fiquei surpresa ao tomar conhecimento da ligação estreita entre o movimento e a Igreja. Até então, pelo que eu entendia por Grito dos Excluídos, achei que se tratava de um movimento organizado por lideranças sindicais, ONGs e outros grupos interessados em protestar. Pois bem; é perguntando que a gente aprende.

Aqui na região do Vale do Paraíba, o Grito dos Excluídos é muito forte, sobretudo em Aparecida, onde está instalado o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.  

Geralmente, o Santuário costuma bombar de gente no 7 de setembro. E, apesar da chuva, não foi muito diferente neste sábado, quando milhares de manifestantes compareceram às manifestações, que tiveram início logo nas primeiras horas da manhã, com a 23ª Romaria dos Trabalhadores e, às 9h30, o tradicional Grito dos Excluídos, na Tribuna Papa Bento XVI, com a participação de animadores das pastorais sociais da Igreja e manifestantes griatando por mais educação, saúde, segurança pública, trabalho, terra, dentre outras necessidades básicas que, infelizmente, ainda não são supridas pelo Estado. 


"Além de movimentos e organizações que se comprometem e assumem o Grito, nós podemos falar com tranquilidade que ele é um acontecimento nacional. Isso porque ele aconteceno 7 de setembro. E isso é muito importante, porque você está dando um novo colorido, uma nova concepção de Semana da Pátria, de semana de cidadania", avaliou Alberti.

Tradicionalmente, o Grito tem seu lado religioso, que culminou com a celebração eucarística das 10h30, na Basílica Nacional. O presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) - organismo episcopal que historicamente tem lutado pela justa distribuição de terras no Brasil - , Dom Ladislau Biernaski, concelebrou a missa, ao lado do arcebispo metropolitano Dom Damasceno.

Para Biernaski, o Grito dos Excluídos é um momento que os excluídos têm para se fazerem ouvidos pela sociedade; em que podem falar de suas necessidades básicas em favor de uma vida mais digna. "
Nós temos de tratar da nossa fé, do nosso espírito, da nossa oração... Mas também temos o corpo para alimentar. E este mesmo corpo precisa de um lugar para morar, precisa de saúde, de educação, então tudo está ligado e a fé mostra por meio da perspectiva da realidade", declarou.


Plebiscito popular
Um plebiscito popular que vinha sendo idealizado há 10 anos deu o tom às manifestações deste ano. A consulta, iniciada no dia 1º, é sobre o que a população acha da limitação da propriedade da terra no Brasil.
Essa é uma ideia que foi lançada pelas pastorais sociais da Igreja e que tem tomado corpo em alguns setores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O assunto é complexo e, pelo fato de dividir a opinião dos religiosos, ainda não está oficializado. 
Mesmo assim, é possível ver muitos padres e bispos engajados na questão da limitação da propriedade, com vistas à criação de mecanismos que definitivamente possam barrar de vez a prática do latifúndio de nosso país.

É essa Igreja engajada em movimentos sociais que eu acho interessante observar e - por que não? - participar.

domingo, setembro 05, 2010

Nova enquete

Após alguns meses ausente, meu blog retorna a todo vapor.
Com vistas às eleições que se aproximam, já está a disposição uma enquete que irá levantar a opinião dos leitores.
A enquete traz os quatro principais candidatos à presidência da República, além da opção "outros candidatos", "não decidi", voto em branco e voto nulo.
O objetivo do levantamento não é influenciar ninguém, mas verificar como anda a opinião dos leitores, sem qualquer tipo de compromisso.

A postagem das opções de candidato foi definida por ordem alfabética e, ao contrário das pesquisas tradicionais, que abrangem apenas certos redutos eleitorais, aceita votos de internautas de qualquer parte do globo.
Vamos participar!

Nosso lar nos cinemas

Estreou na última sexta-feira (3), em todo o Brasil, a produção "Nosso Lar".
Pelo que fiquei sabendo, a produção custou cerca de R$ 20 milhões e tem como base a obra do médium Chico Xavier.
O tema é bastante interessante e, lógico, diz respeito ao que muitos consideram sobrenatural - se bem que, ao assistir, o público pode muito bem levar em consideração o lado da ficção.
Apesar disso, o importante é que esse tipo de tema tem sido cada vez mais explorado pelo cinema nacional.
E, falando em produções nacionais, é gratificante ver como o número de filmes brasileiros tem crescido.
Independentemente do tema que essas produções abordam, ver o cinema nascional crescendo é bom para a cultura do país e melhor ainda para a nossa economia.
Para quem estiver a fim de assistir, na região o filme está passando nos cinemas de Jacareí, São José dos Campos, Guaratinguetá e Taubaté.
Em Pindamonhangaba, onde dois cinemas "zero-bala" foram ignorados, a galera que quiser assistir terá de se deslocar...

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