quinta-feira, agosto 28, 2008
Conexão
Uma construtora fez o lançamento de um empreendimento em São José dos Campos que se utiliza de um conceito muito interessante: a disponibilização de um espaço exclusivo para animais de estimação.
O “pet care” é um espaço onde os potenciais compradores do imóvel poderão levar seus animais para tomarem um banho e interagir com outros animaizinhos.
A idéia, que se traduz em uma inovadora ação de marketing, é proporcionar aos futuros moradores a sensação de poder utilizar uma área que será incorporada ao empreendimento no futuro.
Pets em alta
A criação de um espaço como o desse condomínio que está em construção no Jardim Aquarius, em São José dos Campos, é uma das provas de crescimento do mercado voltado aos animais de estimação.
O crescimento de pet shops, casas de ração e clínicas veterinárias é uma das provas de que o mercado pet cresce a cada dia.
O número de animais de estimação em apartamentos também vem se transformando em algo muito palpável, inclusive abrindo espaço para discussões acerca da mudança nas leis de alguns condomínios para que a figura do cachorro e do gato, hoje tão comuns dentro das famílias, passe a ser permitida.
No caso do condomínio joseense, que terá unidades de três e quatro dormitórios, a existência do animal de estimação já faz parte da concepção do projeto.
Algo, no mínimo, interessante.
A AJOP e o diploma para jornalistas
Os membros da Associação dos Jornalistas de Pindamonhangaba (AJOP) tiveram mais uma proveitosa reunião na semana passada. Na oportunidade, a diretoria da entidade para o triênio 2008-2010 foi eleita, tendo à frente o incansável jornalista Aércio Muassab como presidente.
Embora não estivesse na pauta, uma das questões abordadas na última reunião foi a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Bastante polêmico, o tema dividiu a opinião dos participantes que, em sua maioria, defendem o diploma – hoje considerado pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) como uma das principais armas do jornalista.
Em minha opinião, o que acontece em Pindamonhangaba, assim como em vários municípios deste Brasil, é que existe um número muito grande de pessoas despreparadas exercendo a profissão.
O grande problema é que, a partir da profissionalização do jornalista, que se prepara ao longo de anos de estudos, primeiro no ensino fundamental, depois no ensino médio e depois no superior, não se pode admitir a existência de profissionais que não tenham embasamento teórico, muito menos ético, para o exercício da profissão.
Costumeiramente, o profissional de jornalismo é confundido com o publicitário. Tais comparações são feitas de maneira errônea, já que o publicitário, como o próprio nome diz, é o homem que vende e propaga um produto, e o jornalismo trabalha com fatos, notícias e usa de sua ética pessoal para ponderar o que pode ou não repercutir dentro da sociedade.
Diploma para os mais antigos, sim
Antes de existir a faculdade de jornalismo, a escola da vida e o exercício diário da profissão formaram muitos jornalistas.
Profissionais que trabalharam mais de 20 anos na área, exercendo as funções de jornalistas, ganharam o direito a um registro junto ao Ministério do Trabalho – órgão que regulamenta a profissão de jornalista no país.
Por isso, é comum pessoas da chamada “velha guarda” exercendo o jornalismo sem diploma – o que é perfeitamente correto. É o caso de profissionais como Jorge Kajuru, Luciano do Vale (que andou reclamando de colegas que não têm o canudo, mas ele mesmo não tem), entre outros tão competentes como eles.
O que não se pode permitir, porém, é que essa prática venha se perdurando, dando espaço para pessoas que sequer conseguem articular as palavras com o correto uso da língua portuguesa, querendo emitir “carteirinha” de jornalista.
Assim como essa prática deve ser combatida, é imprescindível que os jornalistas diplomados se unam para que o ensino da profissão seja cada vez mais profissionalizado.
Para que a universidade não forme profissionais semi-analfabetos, capazes de confundir lazer com laser; fraudário com fraldário (exemplos a que temos assistido diariamente na mídia local), e que acima de tudo norteiem seu trabalho com a ética profissional.
Isso é o que mais importa.
ENIP
Falando em ensino superior, tem início amanhã a 10ª edição do ENIP (Encontro de Informação Profissional), no Externato São José.
A respeito desse evento, é importante salientar que se trata de uma excelente oportunidade para a troca de experiências com profissionais renomados, para que os estudantes possam conhecer um pouco mais sobre o mercado de trabalho.
Na palestra de abertura, é destaque a participação do jornalista Carlos Abranches, da TV Vanguarda, que vai abordar o tema “O Significado da Competência em um Mundo Competitivo”, a partir das 20 horas.
Este ano o Enip traz uma novidade, que é a realização do primeiro encontro de faculdades e universidades do Vale do Paraíba, com a participação de 14 instituições de ensino superior do Vale e Sul de Minas Gerais.Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (12) 3642-5755.
terça-feira, agosto 19, 2008
Conexão
Começa hoje, em Taubaté, a tradicional festa do folclore da Imaculada. O evento, que reúne um número muito grande de atrações, já está na 48ª edição e conta sempre com a participação de um grande público, formado não só por munícipes de Taubaté como também de outras cidades da região.
A festa prossegue até o domingo e, além das apresentações musicais, terá como destaque a participação de números culturais retratando manifestações populares, como é o caso da congada, da folia de reis, da capoeira, do repente, do bumba meu boi e de variadas formas de dança.
Em suma, será um grande encontro que contará com a participação de folcloristas, figureiros, cantores regionais e sertanejos, brincadeiras e barracas típicas.
A abertura do evento, aliás, ficará a cargo do cantor pantaneiro Almir Sater, que se apresenta a partir das 21 horas.
Outras participações especialistas são, sem dúvida, a do grupo Paranga, na quinta-feira, e da cantora Inezita Barroso, que faz o show de encerramento da no domingo, 24.
Quase sem folclore
Enquanto Taubaté promove uma festa grandiosa para celebrar as manifestações folclóricas, Pindamonhangaba tem promovido muito pouco no que diz respeito a esse quesito.
Como lembrou recentemente o nosso amigo Ocimar Barbosa, diante disso os grupos folclóricos do município acabam se deslocando para Taubaté, onde recebem mais incentivos, inclusive oportunidades reais para que possam se apresentar.
Aliás, Ocimar tem toda a razão quando veste a camisa do folclore e pede a implementação de mais ações para fomentar esse segmento.
Mas como nem tudo está perdido, as bibliotecas de Pindamonhangaba realizam nesta semana atividades especiais em comemoração ao Dia do Folclore (22 de agosto).
Esperamos, porém, a realização de ações mais concretas de incentivo às manifestações folclóricas.
Reciclagem de Alumínio
As expectativas são as melhores com relação ao IX Seminário Internacional de Reciclagem do Alumínio.
Em entrevista à coluna, o Coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal (Associação Brasileira do Alumínio), Ênio de Nicola, informou que a expectativa de público é de 600 participantes.
O evento começa hoje em Campos do Jordão e neste ano terá uma novidade: algumas atividades serão abertas a estudantes e universitários.
Ênio destacou, ainda, que o local para o seminário foi estrategicamente escolhido, pelo fato de estar perto de Pindamonhangaba, cidade considerada modelo na reciclagem de latas de alumínio.
Os participantes do evento, inclusive, vão poder visitar as indústrias locais que atuam no setor.
Números da reciclagem
Ênio destaca que a reciclagem de alumínio tem crescido consideravelmente no país, e que esse aumento é fruto do trabalho de educação, e também da necessidade de volume de processamento do alumínio, uma vez que o seu uso tem crescido consideravelmente. De acordo com dados de 2006, mais de 170 mil pessoas foram incorporadas ao trabalho de coleta de alumínio para reciclagem. Os números referentes a 2007 serão divulgados durante o seminário e, pelo andar da carruagem, devem ser ainda mairores.
Nicola destacou, ainda, que Pindamonhangaba abriga as principais empresas recicladoras de latas de alumínio do país e também, as empresas que produzem produtos finais, além da única que produz chapas de alumínio na América Latina.
José Maria Eymael
Quem estará em Pindamonhangaba neste final de semana é o presidente nacional do PSDC (Partido Social Democrata Cristão), José Maria Eymael.
Eymael chega à cidade na sexta-feira, dia 22, e permanece até o sábado, 23, dias em que cumpre agenda com os candidatos a vereador do partido.
Na oportunidade, Eymael e os candidatos do PSDC vão percorrer as ruas de Pindamonhangaba, no corpo a corpo com os eleitores, para que possam demonstrar as respectivas propostas de campanha.
Novo presidente
Por falar em PSDC, o diretório municipal do partido em Pindamonhangaba está com um novo presidente.
Trata-se de Antonio Edwar, que retornou à presidência do PSDC recentemente, atendendo a uma solicitação do presidente nacional da legenda, José Maria Eymael.
terça-feira, agosto 12, 2008
Participe
Desta vez o assunto é: eleições municipais em Pindamonhangaba.
Participe e dê a sua opinião até o dia 02/10
Conexão
A semana em Pindamonhangaba infelizmente foi marcada pelo homicídio do menino Lucas, de apenas 11 anos, que morreu enforcado quando tentava resgatar uma pipa que havia caído na escola Escola Estadual Professora Ivone Nogueira de Azevedo, no bairro do Beta.
Como integrantes da equipe de reportagem, eu e minha colega Daniela Bairros fomos até o local dos fatos para tentar reconstituir a cena do crime e, em conversa com moradores do local, foi apurado que o autor do homicídio, de apenas 14 anos, é uma pessoa temida na região do loteamento Triângulo pela prática de delitos como pequenos furtos e envolvimento com entorpecentes - informação esta confirmada pelo delegado titular de polícia do município, Carlos Prado Pinto.
Escola "sem dono"
O que mais chama a atenção nesse caso, além da dor dos familiares do menino assassinado, que era filho único, é a facilidade com que as pessoas envolvidas na cena do crime entraram no estabelecimento de ensino.
Segundo informações da família da vítima, o acusado pela morte de Lucas estaria tentando praticar um furto na escola. E, como foi surpreendido por Lucas, que entrou na escola para resgatar a pipa, acabou sendo morto - versão que o acusado não reconhece como verdadeira.
Considerações sobre qual versão é a correta, uma coisa é certa: o acesso à escola não foi em nada dificultado, condição que permite levar em consideração as acusações da família de Lucas, dando conta de que o estabelecimento é freqüentemente utilizado como esconderijo para o uso de entorpecentes e a prática de furtos.
Segundo os próprios familiares de rapaz assassinado, há algum tempo essa situação perdura na escola, e só foi agravada com a paralisação do programa Escola da Família naquela unidade, que promovia atividades no local aos finais de semana, transformando o estabelecimento em um ambiente familiar.
Fim de um programa exemplar?
Situações como essa evidenciam a proximidade do fim, ou de pelo menos uma redução drástica, no programa Escola da Família, que durante o governo Geraldo Alckmin, levou inúmeras atividades para a comunidade para as escolas nos bairros durante os finais de semana. Esse programa, sem dúvida, foi um dos grandes responsáveis pela diminuição da criminalidade nas escolas e nas imediações desses estabelecimentos.
Entretanto, muitos ex-participantes desse programa têm lamentado a diminuição não só das escolas participantes, como do número de pessoas envolvidas no projeto, que se utilizava de bolsistas como munitores das atividades oferecidas.
Fica a impressão, portanto, de que a redução drástica nesse programa educacional exemplar tem conotação política - já que o mentor intelectual do projeto é homem ligado a Alckmin que, embora tucano como Serra, é tido como uma espécie de liderança diametralmente oposta ao atual governador.
Diante de brigas e questões político-partidárias, quem acaba perdendo é a população. Uma pena...
Shopping center
A instalação de um shopping center em Pindamonhangaba é algo que pode vir a se tornar realidade dentro de muito pouco tempo.
Fontes seguras me passaram a informação de que, até o final do mês, deverá ser lançado o projeto contemplando a instalação desse centro de compras, atendendo a um grande clamor da população do município.Pelo que apurei, o shopping deve ser implantado próximo à entrada da cidade.
Vamos aguardar os próximos acontecimentos.
Uma necessidade
Não é de hoje que a implantação de um shopping center com lojas-âncoras é uma necessidade para Pindamonhangaba. Aliás, o shopping é um grande desejo da população, que por causa da falta de estabelecimentos comerciais abertos nas tardes dos finais de semana acaba se deslocando a outros municípios para fazer suas compras.
Horário especial
Essa evasão no movimento é algo que tem preocupado os comerciantes locais. Tanto que a direção da Associação Comercial e Industrial de Pindamonhangaba (ACIP) encomendou uma pesquisa para saber o que a população pensa a respeito do atual horário de funcionamento do comércio.
O principal anseio dos moradores da cidade é o prolongamento do funcionamento dos estabelecimentos comerciais aos sábados, para que todos possam fazer suas compras no próprio município.
A ampliação desse horário, segundo os dirigentes da entidade, é algo que demanda de um grande estudo e envolve não só a ACIP como as autoridades municipais, que terão o dever de planejar a ocupação de novos espaços e a própria disciplina do trânsito.
Outra questão que envolve o assunto é, sem dúvida, a geração de novos empregos. Se formos levar em consideração as campanhas que as centrais sindicais estão organizando acerca da redução da jornada de trabalho no país, a ampliação do horário de comércio no município cairia como uma luva sob o aspecto da criação de novos postos de trabalho. Basta nossos empresários enxergarem a questão sob esse prisma.
terça-feira, agosto 05, 2008
Conexão
Mais árvores, menos calor
Um estudo promovido em São Paulo aponta que a vegetação urbana reduz a necessidade de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado nas residências.
Isso significa que, quanto mais árvores, menor é a sensação térmica de calor e, conseqüentemente, a necessidade de refrigeração do ar diminui.
A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade de São Paulo, que o plantio de árvores ma artificial. A pesquisa sugere o plantio de árvores de grande porte no sistema viário das cidades, como alternativa ao calor e é baseada em situações vivenciadas na capital paulista.
Cidade de poucas árvores
Apesar de ainda estarmos no inverno, é possível fazer uma analogia entre esse estudo e a cidade de Pindamonhangaba.
Isso porque a média anual das temperaturas passa seguramente dos 20 graus, fazendo jus ao clima sub-tropical quente que caracteriza o município.
Mesmo sendo considerada uma cidade de tamanho médio, que possui inúmeras áreas de preservação ambiental (APAs), não se pode dizer que Pindamonhangaba é arborizada.
Muito pelo contrário. Com exceção de algumas áreas centrais, inúmeros bairros do município deixam a desejar no que diz respeito ao quesito arborização.
A falta de árvores e arbustos, por exemplo, é algo que pode ser identificada facilmente nos bairros, onde o calor torna-se ainda mais forte.
Faltam políticas?
Não é possível afirmar que faltam políticas ambientais para o município, especialmente voltadas à arborização.
Isso porque, recentemente, os solos de Pindamonhangaba receberam o plantio de milhares de mudas de árvores, numa parceria entre o poder público e a iniciativa privada.
Embora essa ação não seja suficiente para que todos os pontos sejam efetivamente atendidos, isso já é um bom começo.
Vandalismo
Não que em administrações anteriores algo parecido não tenha sido elaborado.
E até foi. Há alguns anos, a cidade recebeu o plantio de inúmeras mudas de árvores, ao longo do perímetro urbano. Era também uma parceria público-privada, igualmente louvável.
Só que, infelizmente, a maior parte (se não todas) das mudas foi covardemente arrancada por vândalos, ou seja: gente que seria beneficiada com o plantio das árvores acabou por destruir não só as futuras árvores, como a estrutura metálica que as protegia.

